sábado, 29 de novembro de 2008

DIDÁTICA DA ORAÇÃO


De uma feita estava Jesus orando em certo lugar:

quando terminou, um dos seus discípulos pediu-lhe: Senhor, ensina-nos

a orar como também João ensinou aos seus discípulos". Lc. 11.1




A mais perfeita e eficiente didática que se conhece, até os dias de hoje, é, sem contestação alguma, a do Mestre da Galiléia. Os Evangelhos estão repletos das mais belas aulas dadas por Jesus sobre vários assuntos. O seu processo de ensinar era tão perfeito, dado a sua clareza e objetividade, que só não aprendiam as lições "os néscios e tardos de coração". Jesus não era um Mestre simplesmente teórico; as suas lições práticas dignificaram o seu glorioso ministério. Ele sempre procurou mostrar aos homens o supremo valor da vida e como vivê-la aqui, sem perder a perspectiva do porvir.

Vejamos o que há de positivo no ensino de Jesus sobre a oração:

1. O primeiro passo a darmos na didática da oração é admitirmos sua Real Importância. "Vigiai e orai", foi a exortação de Jesus, "para que não entreis em tentação; o espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca". Parece que todos nós sabemos disso, mas sabemos apenas como informação. Na prática somos descuidados. Passamos a vida toda improvisando os nossos contatos com Deus, esquecidos de que a prioridade na economia da Vida Cristã é o "Reino de Deus e a sua Justiça".

2. Prosseguindo no exame da questão - Didática da Oração - nós aprendemos que a oração deve ser Franca e Sincera. Eis o que diz Jesus: "E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos pelos homens". Esses dois elementos são os que abrem o caminho para o diálogo homem e Deus.

3. Um terceiro ponto a considerar neste assunto é que a oração deve ser uma Conversa Objetiva. "E orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos". Nós temos a tendência de nos perdermos em divagações quando oramos e, por isso, cansamos a congregação com as nossas repetições retóricas, sem nenhum valor, fugindo completamente à orientação do Mestre.

4. Ainda devemos considerar que a oração tem de ser uma Pátria Perseverante. "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações". Uma pergunta muito comum entre os comodistas espirituais é: "Até quando devemos orar sobre um assunto?" Bem, sendo a oração o "respirar da alma", seria o caso de se perguntar também: Até quando uma pessoa deve respirar? Por certo, a resposta seria esta: Sempre. Se não há limite de tempo para a respiração normal do corpo; também não deverá haver para a respiração da alma. A respiração é o sinal de vida física; a oração é sinal de vida espiritual. O crente autêntico persevera, com alegria, em oração.

5. Finalmente a oração deve levar o Nome de Jesus. "E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho". A Bíblia afirma que o único mediador entre Deus e os homens é Jesus Cristo; logo, se pretendemos que nossas orações subam à presença do Senhor temos de fazê-las em Nome de Jesus. Não é apenas rotular a oração com a famosa frase: "em nome de Jesus, amém", porém, conjugar os nossos interesses aos propósitos e interesses de Deus.

Temos a impressão que um dos muitos motivos do esvaziamente das reuniões de oração nas nossas Igrejas é a falta dessa didática, ou melhor, de métodos mais eficientes na prática do ministério da oração. Não estamos pensando em orações escritas, tipo reza, meras fórmulas, mas cogitamos na ordem e nos reais interesses que motivam os nossos encontros de oração.


João Arantes Costa

Orar: pelos lares: pais, mães e filhos

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