quinta-feira, 5 de maio de 2011

Homenagem às Mães

Certa vez um poeta disse: “Palavra mãe não dá rima”,

Mas veja quanta beleza, a poesia nos ensina:
Mãe rima com ternura, que brota do fundo da alma.
Sua voz tão doce e pura, meus devaneios acalma.


Mãe rima com vida, vida que sai das entranhas,
Nela vejo resumida,a mais bela de todas façanhas.
Mãe rima com alegria, alegria que gozo produz,
E faz sair da agonia, o flho que leva sua cruz.

Mãe rima com fores, no jardim da existência,
Exalando seus olores, tão puros por excelência.
Mãe rima com vitória, que vem seguida da luta,
Trazendo consigo a glória de quem luta resoluta.

Mãe rima com esperança, esperança que fascina,
Inspira no flho confança e seus passos ilumina.
Mãe rima com carinho, carinho, fé, segurança,
Que faz seguir no caminho o flho que nela descansa.

Mãe rima com brilho, brilho, calor e doçura,
Luz que irradia no flho, raios de cores tão puras.
Mãe rima com sonho, sonho de uma vida ditosa,
Moldada na face risonha, dessa mulher venturosa.
Tu és a mulher mais formosa: rainha tu és para mim!

(Autor desconhecido)

FELIZ DIA DAS MÃES!

sábado, 2 de abril de 2011

Orando os 6 "D's"

por Jon Bloom


Há alguns anos escrevi sobre os 5 “D’s” pelos quais oro diariamente. Recentemente, adicionei um sexto: desespero. Preciso sentir continuamente minha necessidade desesperada por Deus.

Custe o que custar, Senhor, dai-me…

Deleite em ti como o maior tesouro do meu coração.

Deleita-te também no SENHOR, e ele te concederá o que deseja o teu coração. (Salmo 37.4, ARC)

Desejo de te conhecer, estar contigo, e buscar o teu reino acima de tudo o mais.

Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração. (Salmo 37.4, ARA)

Discernimento que vem de uma mente renovada, para que eu possa conhecer a tua vontade.

Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal. (Hebreus 5.14)

Despero, pois quando deixo de sentir a minha necessidade de ti, eu tendo a perambular.

Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra. (Salmo 119.67)

Disciplina para planejar aquilo que discirno ser a sua vontade.

Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. (Efésios 5.15-16)

Diligência para cumprir a tua vontade de todo o meu coração.

Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. (Deuteronômio 6.5)



Fonte: http://www.desiringgod.org/

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto,



sábado, 26 de março de 2011

SOFRIMENTO E GRAÇA, APRENDENDO COM O SALMISTA

(Rev. Renan Eurípedes Corrêa – I. P. de Xanxerê, SC)

A vida do povo de Deus foi e é marcada por surpresas, pelo inesperado, pelas más notícias. Jacó foi avisado pelos seus filhos que José fora devorado por feras no campo; Jesus recebeu a notícia da parte de Maria e Marta que seu amigo Lázaro estava morto, foi avisado acerca da morte de João Batista; o apóstolo Paulo sempre recebeu péssimas notícias a respeito do estado espiritual das igrejas que fundou e por onde pregou. Fato certo é que estas notícias sempre produziram aquilo que é denominado de sofrimento. A depressão, a tristeza, a angústia, a solidão, o medo, geram, produzem e traduzem o sofrimento.

O livro dos salmos, de todos os da bíblia é o que trata o tema do sofrimento na perspectiva poética e do coração, por isso, reportar a ele em busca de alívio para a alma e para o sofrimento é buscar uma identificação do sofredor do tempo presente com o salmista. O salmo 13 é um lamento que traduz um profundo sofrimento, “até quando, esquecerte-ás de mim para sempre? Até quando estarei eu relutando dentro em minha alma com tristeza no coração cada dia?” O leitor pode perceber que o salmista estava com muita dor, estava passando por muito sofrimento. Que postura ele assumiu em relação a Deus? Como ele posicionou o seu coração sofrido em relação ao Senhor?

Primeiramente, ao contrario do que muitos pensam, ele não tenta a Deus, mas lamenta. O lamento traduz um coração quebrantado, contrito, fragilizado pela dor e pelo sofrimento. Traduz uma consciência totalmente dependente de Deus e mais que isto, uma consciência humilde, que tem como único refugio e alívio para a dor o consolo e a intervenção de Deus. Lamentar é saber abrir o coração na hora certa para a Pessoa certa. Deus é Pai que ama seus filhos com amor de mãe.

Em segundo lugar, o salmista manifesta sua plena confiança na Graça de Deus. A Graça é uma intervenção miraculosa do Senhor, ele confia nesta intervenção. A confiança em Deus gera segurança, alivia a alma e produz esperança. O escritor da epístola aos hebreus exorta a comunidade a quem ele endereça sua carta a achegar confiadamente junto ao trono da graça a fim de receber misericórdia e achar graça para socorro em ocasião oportuna (Hb. 4:16).

Por fim, para o salmista, o sofrimento e a angústia não podem ofuscar os olhos do sofredor de modo a torná-lo cego a ponto de não enxergar a bondade de Deus em outras esferas de sua vida. Apesar do momento de angústia e sofrimento vivido, o salmista diz estar disposto a cantar a bondade e o bem do Senhor. Os momentos difíceis que o cristão passa não pode impedi-lo de ver que Deus é muito mais que o sofrimento, e que a sua Graça é melhor que a vida.

Nossa Igreja precisa aprender com a dor e o sofrimento, que Deus está acima das nossas dores, que Ele é Pai e solidário com os nossos sofrimentos, tristezas e angustias. Que sua graça é melhor que a vida. Que Deus na Pessoa de seu Filho Jesus soube sim o que é sofrer. Que Deus não desampara seus filhos, sendo que a maior evidência desta verdade está no fato de que Ele ressuscitou seu Filho para que através deste evento, possamos ter a esperança da ressurreição e da vida eterna.

sábado, 19 de março de 2011

A CONTRIBUIÇÃO QUE GLORIFICA A DEUS

Rev. Hernandes

É conhecida a expressão “contribua de acordo com a sua renda para que Deus não torne a sua renda de acordo com a sua contribuição”. A contribuição com a obra de Deus e a oferta aos pobres e necessitados é uma prática bíblica inquestionável. Infelizmente, vivemos hoje dois extremos nesta questão: aqueles que ultrapassam os limites das Escrituras e gananciosa e astuciosamente arrancam o último vintém dos incautos, mercadejando a Palavra de Deus e vendendo no balcão da fé a sua graça e aqueles que amam mais o dinheiro do que a Deus e fecham o coração e o bolso, negligenciando a graça da contribuição, sendo infiéis na mordomia dos bens. A devolução dos dízimos é um ensino bíblico insofismável, presente antes da lei, durante e lei e depois da lei. A contribuição pessoal, voluntária, generosa, sistemática e alegre está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. O rei Davi ofereceu-nos alguns princípios importantes sobre a contribuição que glorifica a Deus, quando se preparava para a construção do templo de Jerusalém. Vejamos:

1. Devemos contribuir porque a obra de Deus a ser realizada é muito grande – 1 Cr 29:1. Davi disse: “… esta obra é grande; porque o palácio não é para homens, mas para o Senhor Deus”. Davi estava construindo o templo e o palácio. Queria fazer o melhor e dar o melhor para Deus. Tudo o que fazia não era pensando nos homens, mas em Deus. Igualmente, a igreja está realizando uma grande obra: não apenas na construção e ampliação de templos, mas na expansão do Reino de Deus. Há templos a serem construídos, igrejas a serem plantadas, pessoas necessitadas a serem assistidas, missionários a serem enviados, muito terreno a ser conquistado aqui e além fronteira.

2. Devemos contribuir com liberalidade porque Deus merece o melhor – 1 Cr 29:2. Davi, com todas as suas forças preparou para a Casa de Deus, em abundância, aquilo que existia de melhor. Deus é dono de tudo. Tudo o que temos vem das suas mãos. Tudo o que damos, também procede de suas dadivosas mãos. Ele é Deus de primícias. Ele merece o melhor e não as sobras. As coisas de Deus precisam ser feitas com excelência. Não podemos ofertar a Deus com usura, pois ele não nos dá suas bênçãos por medida. Ao ofertar ao Senhor, devemos colocar aí o nosso coração e a nossa força.

3. Devemos contribuir motivados por grande amor a Deus e a sua obra – 1 Cr 29:3. Davi não apenas recolheu ofertas dos outros, mas ele pessoalmente, deu para a Casa do seu Deus o ouro e a prata particulares que tinha. E fez isso, porque amava a Casa do seu Deus. Quem ama dá. Quem ama é pródigo em ofertar. Nosso amor por Deus não passa de palavrório vazio se não ofertamos ao Senhor com generosidade. Nossa contribuição não tem valor diante de Deus, se não é motivada pelo nosso amor ao Senhor e a sua obra.

4. Devemos contribuir espontaneamente motivados pela alegria de Deus – 1 Cr 29:5-9. O ato de contribuir é uma expressão de culto e adoração. Deus ama a quem dá com alegria. A voluntariedade e a alegria são ingredientes indispensáveis no ato de contribuir. Davi perguntou ao povo: “Quem está disposto, hoje, a trazer ofertas liberalmente ao Senhor?… O povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de coração íntegro deram eles liberalmente ao Senhor; também o rei Davi se alegrou com grande júbilo” (1 Cr 19:5,9). Devemos vir ao gazofilácio exultando de alegria.

5. Devemos contribuir conscientes de que Deus é dono de tudo e que tudo deve ser feito para a sua glória – 1 Cr 29:10-22. O resultado da alegre, generosa e abundante oferta do rei e do povo foi a manifestação da glória de Deus. Davi louvou a Deus pela sua glória, poder e riqueza, reconhecendo que as ofertas que deram tinham vindo do próprio Deus. O povo adorou a Deus e houve grande regozijo. O maior propósito da nossa contribuição deve ser a manifestação da glória de Deus. Que tudo o que somos e temos esteja a serviço de Deus e seja um tributo de glória a Deus.

quinta-feira, 10 de março de 2011